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  1. Apresentação
  2. Serviço Voluntário de pesquisa, na prática
  3. Pesquisas voluntárias em curso
  4. Pesquisadores(as) voluntários(as) associados(as)
  5. Área, temas e subtemas de pesquisa
  6. Ferramentas de auxílio à pesquisa voluntária

1. Apresentação

O Serviço Voluntário de Pesquisa (SVP), lançado pela SENAD/MJSP, por meio da Portaria n. 22, de 4 de dezembro de 2019, proporciona a estudantes e pesquisadores(as) de nível superior a possibilidade de participação cidadã no ciclo das políticas públicas voltadas para a redução da oferta de drogas ilícitas. Essa participação ocorre por intermédio da realização de pesquisas, as quais poderão subsidiar, de forma indispensável, a tomada de decisão e a elaboração de planos, programas e projetos de repressão ao narcotráfico e crimes conexos.

O Serviço Voluntário de Pesquisa permite aos cidadãos e cidadãs, a partir de um vínculo não empregatício e não remunerado, compartilharem conhecimentos, elaborarem artigos científicos e construírem saberes e outros produtos acadêmicos, contribuindo para o progresso do país nos domínios da redução da oferta de drogas ilícitas.

O serviço voluntário não é presencial, devendo ser realizado à distância, no âmbito das atividades de pesquisa rotineiras do(a) estudante ou profissional, de forma individual ou em grupo. Nesse sentido, o(a) voluntário(a) poderá beneficiar-se da experiência por meio de uma proximidade maior com a SENAD e com acesso a uma rede de pesquisadores(as) com interesses científicos semelhantes.

Ao fim do serviço, o(a) voluntário(a) receberá um certificado, o que lhe valorizará o currículo acadêmico-profissional. 

Em 2020, a SENAD lançou o Edital n. 2/2020, cujo prazo para inscrições encerrou-se em 24 de abril último. Há possibilidade de lançamento de novo Edital até o fim deste ano.

As regras gerais do SVP estão disponíveis na Portaria n. 22/2019.

    2. Serviço Voluntário de Pesquisa, na prática

    Pode ser realizado individualmente ou em grupo, à distância, no âmbito das atividades acadêmico-profissionais corriqueiras do(a) voluntário(a).

    O contato com o SVP será remoto (via correio eletrônico, principalmente) e poderá envolver tutoria/orientação por parte de outros(as) voluntários(as) vinculados ao Serviço, observando-se a disponibilidade e conveniência desses(as) voluntários(as), bem como o projeto de pesquisa apresentado pelo(a) voluntário(a) durante o processo seletivo.

    Com isso, incentiva-se a realização de pesquisas sobre a redução da oferta de drogas a partir de uma relação simbiótica e cooperativa entre pesquisadores e corpo técnico da SENAD.

    Todo o processo de interlocução entre voluntários e tutores será realizado pela equipe de Coordenação do SVP (svp.senad@mj.gov.br).

    3. Pesquisas Voluntárias em Curso

    Título da PesquisaNome do(a) pesquisador(a) voluntário(a)
    "O Combate às Drogas e a Política de Assistência Social: Importância do Compartilhamento de Informações em Rede a partir da Vigilância Socioassistencial".Ana Carolina Silva de Azevedo
    "Se o Narcotráfico é um Negócio Lucrativo, o que a Justiça tem feito com os Bens Apreendidos?".Beatriz John Kettermann
    "Determinação de Drogas de Abuso em Sangue e Urina por Ionização em Paper Spray e Espectrometria de Massas de Alta Resolução".Bruno Pereira dos Santos
    "Política de Drogas no Brasil e a Questão da Mortalidade de Jovens Envolvidos com o Tráfico de Psicoativos Ilícitos: Avanços, Desafios e Estratégias".Débora Barreto do Nascimento
    "Determinação de Drogas em Material Biológico Humano".Ettore Ferrari Júnior
    "Melhoria na Gestão de Ativos Apreendidos De Crimes do Narcotráfico".Fábio Amarante Martins
    "Mapeamento do Acesso às Drogas através do Monitoramento de Usuários e da Incidência de Casos de Intoxicação no Rio Grande do Sul".Giovanna Cristiano de Gouveia
    "Epidemiologia do Consumo de Novas Substâncias Psicoativas (NSP) através da Análise de Amostras de Fluido Oral".José Luiz da Costa
    "Perfil da apreensão e circulação de drogas ilícitas nas cidades de Balneário Camboriú e Itajaí, Estado de Santa Catarina".Karina Oliveira da Costa
    "Detecção, Identificação e Quantificação de Fitocanabinoides Oriundos da Planta Cannabis sativa L. por Técnicas Espectroscópicas (UVVIS, FTIR e RAMAN)".Luciano Chaves Arantes
    "Harmonização de variáveis estatísticas da Segurança Pública no Brasil, com foco em dados sobre Drogas".Mara Luiza Gonçalves Freitas


    4. Relação de Pesquisadores Voluntários Associados

    Mônica Paulo de Souza 

    • Perita Criminal Federal desde 2008 e mestre em Química Inorgânica (2002-2005) pela Universidade de Brasília (UnB). Atuou como Analista Operacional (Químico) na Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (CAESB) (2006-2007). Na Polícia Federal (PF), trabalhou nos Estados de São Paulo, Piauí e Distrito Federal. Atualmente é responsável pelo Grupo de Drogas Sintéticas do Serviço de Perícias de Laboratório (SEPLAB) do Instituto Nacional de Criminalística na Polícia Federal. Entre os projetos atuais do grupo estão: Projeto Minerva - iniciativa interinstitucional (PF/SENAD/SENASP) de aperfeiçoamento de Peritos Criminais Estaduais em Instrumentação em Química Analítica e Novas Substâncias Psicoativas; e curso de análises de Novas Substância Psicoativas (NSP) para Peritos da América Latina (parceria OEA/PF). Também é professora em cursos promovidos pela Academia Nacional de Polícia e participa de projetos de Pesquisa envolvendo Novas Substância Psicoativas (NSP) por meio de convênio firmado com a UnB. Desde 2015 é membro do Grupo de Trabalho de novas drogas (ANVISA/PF/SENASP/SENAD). É autora de capítulo intitulado “Análises de Novas Substâncias Psicoativas” do livro “Fundamentos De Química Forense – Uma Análise Prática Da Química Que Soluciona Crimes”.

    George Felipe de Lima Dantas 

    • Doutor (1992-1998) e Mestre (1985-1986) em Educação pela George Washington University (GWU). É Oficial da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF-1981) e Oficial da Reserva da Marinha do Brasil (1975). Já atuou como consultor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) na Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP) do Ministério da Justiça (2000-2001). Atuou também como Assessor Especial junto à Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (2002). Prestou serviços, requisitado, no Ministério das Relações Exteriores (Embaixada do Brasil em Washington, 1982-1986) e como consultor internacional na Organização das Nações Unidas (ONU: México, 1994 e Nigéria, 1999) e Departamento de Promoção da Democracia da Organização dos Estados Americanos (OEA: República Dominicana, 1994). Tem passagens, como docente e/ou consultor, pela Polícia Militar do Distrito Federal, Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina, Polícia Civil da Bahia, Polícia Militar de Goiás, Polícia Militar de Mato Grosso e Secretaria de Segurança Pública do Maranhão. Coordenou e/ou orientou pesquisas em segurança pública, entre outras instituições, na União Pioneira de Integração Social (UPIS), Centro Universitário do Distrito Federal (UDF), Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), Centro Universitário do Alto Vale do Itajaí (Unidavi) e Universidade Salvador (Unifacs). Interessa-se pelos seguintes temas de pesquisa: redução da oferta de drogas ilícitas, inteligência de segurança pública, análise criminal e gestão da segurança pública.

    Fernando Merege 

    • Doutor (2010 - 2014) em Engenharia Elétrica, Mestre (2002-2004) em Engenharia Naval pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), Bacharel em Direito (1995 – 1999) pela Faculdade de Direito de São Bernardo e Engenheiro Metalúrgico (1975 – 1980) pela Faculdade de Engenharia Industrial de São Bernardo (FEI). É Oficial da Reserva da Marinha do Brasil (1979-1981) e Oficial Temporário (1987 – 1989) da Força Aérea Brasileira. Foi Perito Criminal (1993 – 2006) da Polícia Cientifica de São Paulo e atuou como Crime Scene Officer (2000) em Kosovo para o Tribunal Internacional Criminal da antiga Iugoslávia (UM/YCTY). É especialista da ANTAQ desde 2006, atualmente em exercício no Ministério da Justiça e Segurança Pública. Foi Professor de Engenharia (1984 a 1986) da Faculdade de Engenharia Industrial de São Bernardo e desde 2019 ministra cursos de Engenharia Aeronáutica na Universidade de Brasília (UNB). Desde 1998, ministra cursos de introdução na área forense: Pericia Criminal Básica e Investigação de Criminosos seriais. Interessa-se pelos seguintes temas de pesquisa: ciência forense, inteligência, análise criminal e aeronáutica.

    5. Área, Temas e Subtemas de Pesquisa:

    Área:

    • Redução da oferta de drogas.


    Temas:

    • Economia de Drogas; e
    • Política de Drogas.


    Subtemas:

    a) No que se refere à Economia de Drogas:

    a.1) Microeconomia das Drogas;

    a.2) Logística das Drogas;

    a.3) Indivíduos e organizações criminosas envolvidos com o narcotráfico e crimes conexos;

    a.4) Erradicação e apreensão de drogas produzidas no Brasil ou no exterior; 

    a.5) Lavagem de dinheiro proveniente de narcotráfico.

    b) No que se refere à Política de Drogas:

    b.1) Gestão de ativos apreendidos de ações penais sobre narcotráfico e crimes conexos;

    b.2) Química e Toxicologia Forense;

    b.3) Redução da oferta cibernética de drogas ilícitas;

    b.4) Dados estatísticos relacionados com tráfico de drogas e crimes conexos;

    b.5) Desenvolvimento Alternativo (conforme o conceito adotado pela Resolução 62/3 da Comissão de Narcóticos da Organização das Nações Unidas).